quinta-feira, 15 de março de 2012

Queremos RU de qualidade na UFRPE!

Ninguém aguenta mais! As filas tão enormes, a comida tá ruim...Queremos um RU de qualidade! Tanto na quanto na UFRPE, a assistência estudantil vem deixando a muito desejar com os estudantes. Chegando ao ponto de serem achadas lagartixas na comida do RU da Rural! Lá no prédio de física, os professores e estudantes esperam por climatização, mas a reitora Maria só promete e não cumpre! Todos esses problemas que passamos tem a ver com o descaso com a assistência estudantil de qualidade e a situação precária que a educação é levada hoje em dia! 
As aulas de Física, por exemplo, estão paralisadas desde o dia 12 de março, por não existir climatização nas salas de aula! Professores não ministraram nenhuma aula de Física pra nenhum curso enquanto a situação não for resolvida. Infelizmente, foi necessário as aulas serem paralisadas para o DA de física, gestão Resistência (2010-2011) mobilzar alguma ação contra esse absurdo. 
Esses problemas que enfrentamos todos os dias, tem a ver com o governo não priorizar, em nenhum momento, a educação. Que pra ser de qualidade, tem que ter professores qualificados, pesquisa e extensão suficientes, mas também diz respeito a garantia de estrutura pra concluir a graduação! Tem que um RU a preço simbólico, salas de aulas pra todos/as, biblioteca atualizada! Não dá pra aceitar o desmonte na educação feito por Dilma, que precariza nossas universidades e escolas e muitas vezes impossibilita a formação de qualidade! 


- Queremos um RU de qualidade! 
- Assistência estudantil pra todos e que garanta nossa formação!
- Mais investimento da educação pública! 10% do PIB já pra educação pública! 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Da UFPE que temos a que queremos: pela valorização da vida e por uma Assitência Estudantil de qualidade


Na última quarta-feira (28/09) os estudantes da UFPE, foram surpreendidos pela notícia de mais um suicídio ocorrido no campus, no prédio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). Isso mesmo, mais um! Só este ano foram quatro casos. Dessa vez, uma jovem mulher. Não podemos entender esse fato de forma isolada e como se só dissesse respeito ao individuo, responsabilizando por isso. Vivemos numa sociedade sustentada por valores que são impostos cotidianamente e cabe às pessoas se enquadrar nos padrões, caso contrário é oprimido(a), sofrendo os mais variados tipos de violência, resultando em isolamento, depressão e também o suicídio.
            A universidade não sendo uma bolha, reproduz isso. Basta observar o ritmo que é colocado e a pressão acadêmica que nos deparamos, e ainda a falta de um apoio que garanta uma permanência de qualidade. Nos é negado o acesso a saúde na UFPE, incluindo os plantões psicológicos muito restritos, as culturais foram proibidas com a justificativa da segurança, os bolsistas são utilizados como mão de obra barata, o assédio moral e sexual é uma realidade na universidade, como tivemos notícias recentemente de uma estudante e funcionária da universidade que foi assediada por um influente professor do departamento de Ciências Sociais, e como se não bastasse convivemos com uma segurança terceirizada e repressiva dentro do campus.
            É muito provável que esta jovem mulher, como tantas outras, sofresse diariamente essas pressões na sociedade, e na universidade isso não foi diferente em meio às demandas que tinha que cumprir. Esse fato foi o estopim para que os estudantes colocassem na ordem do dia os problemas graves que estamos enfrentando, mas que a reitoria insiste em afirmar que não existem. Uma mobilização, marcada no facebook, com cerca de 70 pessoas começou a ser organizada na reitoria a partir das 14h com a construção de uma pauta de reivindicações que colocou a urgência da garantia da Assistência Estudantil de qualidade, uma política de segurança construída pela comunidade acadêmica e sem terceirizações, maior participação dos estudantes nas decisões. Os estudantes presentes exigiram a presença imediata do reitor Amaro Lins que se atrasou por quase três horas.
            Diante de mais esse desrespeito, os manifestantes tomaram a decisão de fechar a reitoria, impedindo a entrada e saída dos funcionários e da mídia até a chegada do reitor, que só foi ocorrer por volta das 17h40. Na conversa o reitor insistiu em fantasiar uma universidade que não existe, afirmando que já temos uma assistência estudantil de qualidade, as moradias estudantis são ótimas, que o R.U. é uma maravilha e que colocar grades no CFCH já basta. Os estudantes mais uma vez não se calaram e denunciaram a situação da universidade, com um R.U. nas mãos da iniciativa privada e que não atende nem 10% da comunidade acadêmica. Não teremos ilusões nessa reitoria e por isso continuaremos na luta. Por isso, A ANEL faz o chamado ao conjunto dos estudantes para sacudirmos juntos a UFPE e garantir vitórias!

Comissão de Mulheres da UFPE, Na Luta Contra o Assédio.


No dia 26 de maio de 2011, uma estudante e funcionária da Universidade Federal de Pernambuco, acusou de assédio moral e sexual o Professor Jorge Zaverucha, do departamento de Ciência Políticas da UFPE. Esse caso vem se arrastando sem solução. No último dia 14 de setembro seria realizada uma audiência de conciliação entre o acusado e a vítima. Esse encontro formal entre os envolvidos não aconteceu: a justiça comum avaliou que o caso deve ser tratado como crime e, por isso, essa etapa foi cancelada e o caso foi passado para a vara criminal. No judiciário, aguardamos a próxima audiência. Na UFPE, aguardamos a instauração de um Inquérito Administrativo, uma investigação interna da Universidade, que ocorrerá a portas fechadas.
            A partir dessa denúncia, no entanto, técnicos-administrativos e estudantes vem se mobilizando para dar visibilidade ao caso e não deixar esquecer mais um crime acontecido dentro dos muros da Universidade. Diversas foram as manifestações realizadas, desde atos na Reitoria da Universidade, na Aula Magna, como também o apoio e solidariedade à vítima.
            No entanto, vale ressaltar que esse caso além de não ser o único, também demonstra a situação em que as mulheres estão inseridas dentro da nossa sociedade e consequentemente dentro das Universidades. Nossa forma de sociedade, que oprime as mulheres e as coloca em papel subalterno, reforça dia a dia o patriarcado. Dentro das Universidades isso não é diferente. Na UFPE, por exemplo, são inúmeros os casos de estupro e assédio ao qual estamos inseridas. Isso reforça a ausência de uma assistência estudantil qualitativa que pense a situação das mulheres dentro da Universidade e que as façam ter condições para concluir os cursos e poder trabalhar na Instituição.
            Dessa forma, convidamos todos e todas, para se somar a nossa luta e estar presente no dia 05 DE OUTUBRO, ÀS 11 HORAS EM FRENTE AO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO, NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, onde realizaremos um ato para o não esquecimento do caso da nossa companheira e pela cobrança de soluções para a situação das mulheres na UFPE.
            Convidamos também a se somar as reuniões que acontecem TODAS AS QUARTAS-FEIRAS ÀS 13 HORAS NA SEDE DO SINTUFEPE (Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco – SS UFPE).
            Contamos com sua valiosa presença.


Assina: Comissão de Mulheres da UFPE, Na Luta Contra o Assédio.


            A ANEL (Assembleía Nacional de Estudantes - Livre) está compondo a Comissão de Mulheres da UFPE, na luta contra o assédio, por considerar que o combate às opressões faz parte da pauta do movimento estudantil, combativo e de luta que precisamos construir e fortalecer.
          Dessa forma, a ANEL-PE, divulga o ato do dia 5/10 e faz o convite para que você, mulher, homem, estudante, professor (a), técino (a) e também entidades se incorporem nessa manifestação que ocorrerá às 11 horas em frente ao Restaurante Universitário.

PARTICIPE!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

TODO APOIO A PARALISAÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS EM EDUCAÇÃO DA PREFEITURA DO RECIFE



             No dia 24 de outubro a partir das 8h acontecerá a paralisação dos estagiários em educação da prefeitura do Recife. A mobilização foi divulgada no facebook e a principal reivindicação é pelo reajuste no valor da bolsa que atualmente é de míseros R$227,00, sendo incompatível com as funções que os estagiários exercem e que contraria a legislação e às cláusulas dos contratos. É uma realidade cada vez mais comum os estagiários serem utilizados como mão de obra barata, recebendo um valor de bolsa muito aquém das necessidades que se tem no cotidiano (transporte, alimentação, livros) para garantir uma formação de qualidade, já que é esse o papel que deve cumprir o estágio.
        Além disso, os estagiários estão submetidos a péssimas condições de trabalho e sofrem todo tipo de assédio no espaço do estágio e muitas vezes desempenham atividades que não são suas atribuições. É importante ressaltar que estagiário/a não é trabalhador/a, é estudante. Sabemos que orçamento não falta para que haja um aumento imediato das bolsas. Ora, o Brasil é a 7ª economia mais rica do mundo! Em contrapartida por parte da prefeitura e do governo as prioridades são outras: destinar nossos recursos para o bolso dos empresários, banqueiros, corrupção, para a privatização da educação, etc.
         No início do ano houve o maior corte de verbas na história no orçamento nacional de R$ 50 bilhões, dinheiro esse que deveria ser usado nas áreas sociais como saúde, assistência, moradia, etc. Na educação isso representou uma tesourada de R$ 3 bilhões, se já não bastasse a situação de descaso dessa área. E é evidente que isso tem impactos no cotidiano dos estagiários, estudantes, bolsistas das universidades, professores. Nesse sentido, a Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) se soma à luta legítima dos estagiários como parte de nossa luta por uma educação pública e de qualidade. Se não há luta, não há conquistas!

domingo, 25 de setembro de 2011

VÍDEO: ANEL EM APOIO A GREVE DOS CORREIOS


A estudante Clara Saraiva, da Comissão Executiva Nacional da ANEL, saúda a greve dos Correios no Rio de Janeiro.

ANEL, CSP-CONLUTAS E MOVIMENTO MULHERES EM LUTA NA PARADA DA DIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

Nesse domingo (18.09), Pernambuco foi palco da 10º Parada da Diversidade.  Quase 400 mil pessoas enchendo de cores as ruas de Boa Viagem;  trazendo a tona a luta contra a homofobia, expressando sua  liberdade de amar, festejando a diversidade. O espaço, conquistado na luta por visibilidade e direitos, é reconhecido hoje pela comunidade LGBT, certamente foi muito esperado por todos/as que cotidianamente não podem sequer dar as mãos a sua companheira/o.
A ANEL, junto com a CSP-Conlutas marcou presença nesse dia histórico pra o movimento LGBT.  Vinícius Araújo,  da Executiva Estadual da ANEL trouxe, em sua fala no trio da Leões do Norte, a importância de lutar pela aprovação imediata da PLC 122 -que criminaliza a homofobia-, a necessidade de levara militância pro cotidiano e a disposição da entidade de tocar qualquer luta contra as opressões.  A partir do cotidiano vemos a importância de pensarmos em um GT de opressões da ANEL-PE!
A realidade colocada para a comunidade LGBT em Pernambuco não é fácil: Somos o segundo estado do pais em morte de homossexuais, sendo a maioria deles/as travestis. A essas pessoas está reservada a invisibilidade, o ódio, os piores empregos, a falta de direitos. É mais do que importante ocuparmos as ruas contra a homofobia: é urgente. As paradas são hoje, espaços fundamentais na luta por direitos; no entanto, é fundamental trazer cada vez mais o espírito de luta a elas; afinal, se por um lado temos a atuação diferenciada dos movimentos LGBT's, por outro há também os empresários do entretenimento (donos de boates, bares) que buscam se aproveitar desse espaço para fincar posição no mercado, além do próprio Governo Estadual que atua propagandeando a falsa idéia de que tivemos avanços e que portanto estamos ali só para festejar.

Para nós, é fundamental festejar a alegria de ser o que somos, sem medo de preconceitos, mas essa alegria só será total, só terá sua cor real, quando medidas concretas de combate à homofobia forem tomadas, quando nossos direitos forem por inteiro, quando acariciar uma companheira/o ser aos olhos da sociedade um bonito gesto de afeto e não motivos para violência, quando vestir-se da forma que desejar, for encarado como variáveis maneiras de se expressar. Seremos os mais alegres quando a sociedade estiver livre de preconceitos!
Sim, é possível dar fim a toda opressão que sofremos todos os dias. Somente com a luta diária, organizada, e combinada com outros setores também oprimidos e explorados poderemos por fim a essa violência.  Já basta de homofobia, machismo e racismo ! Pela liberdade sexual para homens e mulheres amarem livremente!




Fica um agradecimento ao Movimento Gay Leões do Norte pelo apoio dado e contem conosco, pois é no cotidiano que estaremos travando a luta contra toda forma de opressão, tendo como norte a construção no estado de Pernambuco de um movimento independente e combativo, rumo a superação dessa sociedade sustentada pela opressão e exploração.


GREVE NOS CORREIOS SEGUE FORTE E A ANEL ESTÁ NA LUTA COM OS TRABALHADORES

Nesse mês vimos no país inteiro os trabalhadores dos Correios cruzarem os braços e aprovarem greve por tempo indeterminado contra a proposta nada digna apresentada pela empresa de reajuste salarial de míseros 6,87%. Enquanto isso, o governo Dilma e a empresa seguem afirmando que é impossível ceder a um aumento maior. Em contrapartida, a ECT obteve um lucro de R$ 499,65 milhões só no primeiro semestre desse ano, o que representa um aumento de quase 50% em comparação com o ano passado, no mesmo período.
Além disso, entre 2012 e 2015 há uma previsão de investimento de R$ 4 bilhões na empresa. Ou seja, dinheiro tem de sobra, mas não para os trabalhadores! Basta nos recordarmos do aumento dos salários dos parlamentares no início do ano de 63% e da própria presidenta em mais de 100%, aprovados sem nenhuma resistência.
Achamos mais do que justa a campanha pelo aumento real nos salários, reposição das perdas de 24,76%, contratação de novos concursados, melhores condições de trabalho, contra a MP 532 que privatiza a empresa, por um Correio 100% Público, Estatal e de qualidade a serviço da população. Outra reivindicação importante é o piso salarial da categoria de R$ 1,635,00 que atualmente é apenas R$ 807, um dos mais baixos pagos por estatais.
Contra a precarização das condições de trabalho impostas aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, a categoria já deu a resposta através da luta, dos 35 sindicatos que os representam, 34 aderiram à paralisação, estando o SINTECT-PE, filiado à CSP-Conlutas, entre estes. A ANEL PE se soma a mais essa luta, fazendo valer a aliança com os trabalhadores.