segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Greve dos Técnico-administrativos UFPE: confira o calendário de atividades do SINTUFEPE 16 a 19 de agosto

Dia 16/08 (Terça-feira)
09:00 - Seminário Sobre Depressão na Terceira Idade
Local: Auditório do CFCH
13:30 - Reunião do Comando para leitura e entendimento Jurídico - Afinação da política

Dia 17/08 (Quarta-feira)
08:00 - Concentração entrada do Campus
Assembleia Ato Contra o PL1749 (Privatização dos Hospitais Universitários)
Pauta: 1. Informes, 2. Delegados para o CNG e 3. Encaminhamentos
Ato  para visualização da greve, cemitérios das vítimas da privatização
Será plantada cruzes na entrada do Campus para denunciar a privatização do HC.
Visita aos campi (manhã Vitória e tarde Caruaru)

Dia 18/08 (Quinta-Feira)
08:00 - Concentração entrada do Campus
Visitas aos setores

Dia 19/08 (Sexta-Feira)
09:00 - Assembleia Extraordinária
Local: Sede do SINTUFEPE
Pauta: 1. Informes, 2. Avaliação, 3. Encaminhamentos

TWITTAÇO quarta às 21h: #dezporcentodopibjá


TWITTAÇO quarta às 21h: #dezporcentodopibjá
A Comissão Executiva Nacional da ANEL decidiu promover um TWITTAÇO nesta quarta, dia 17: o primeiro dia da Jornada Nacional de Lutas que acontecerá em agosto, até o dia 26. Essa Jornada é uma iniciativa de uma ampla unidade entre diferentes categorias de trabalhadores, movimento popular, de combate às opressões e o movimento estudantil. Haverá uma série de iniciativas estaduais e, no dia 24 de agosto, uma grande Marcha à Brasília para levar ao governo federal as reivindicações das entidades e movimentos.
A ANEL, junto com o ANDES-SN, o MST, a CSP Conlutas, a esquerda da UNE e diversas outras entidades, irá fazer um grande lançamento nacional da Campanha pelos “10% do PIB para Educação já!”. No dia 23, acontecerá lá em Brasília um debate sobre financiamento e educação, no dia 24 organizaremos um grande ALA da Campanha, que será seguida de uma Plenária Nacional para distribuir materiais e confirmar o compromisso das entidades em desenvolver os próximos passos. Ao longo do semestre, serão realizados debates, seminários, atividades culturais e ainda um grande Plebiscito Popular sobre os 10% do PIB para educação.
Nesse sentido, como forma de divulgar e fortalecer a Campanha e o início da Jornada de Lutas, a ANEL está chamando todos a se somarem ao TWITTAÇO que vai acontecer nesta quarta, às 21h. Divulguem e participem!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CONVOCATÓRIA V ASSEMBLEIA NACIONAL DA ANEL

Se a Educação não pode mais esperar, chegou a hora de lutar:
10% do PIB já! Não ao PNE do governo!

Em todo o Brasil, os estudantes voltam às aulas iniciando mais um semestre. E a ANEL já está em plena atividade. Com seus estudantes livres e materiais de divulgação, a entidade estará presente nas Calouradas divulgando e convidando todos a construírem a Campanha Nacional: “A Educação não pode esperar! 10% do PIB Já! Não ao PNE do governo.”
Atualmente no Brasil, apesar do crescimento econômico dos últimos anos, nosso país vive um atraso histórico no terreno da educação. Entra e sai governo e a situação é sempre a mesma: durante as eleições, será uma grande prioridade; depois, só cortes de verba e promessas não cumpridas. A realidade hoje é de índices alarmantes e uma situação muito ruim em cada local de estudo, com problemas estruturais, falta de assistência estudantil e qualidade no ensino, professores com baixos salários, turmas super lotadas e por aí vai… O antigo Plano Nacional da Educação, válido de 2001 a 2010, propôs 295 metas como a erradicação do analfabetismo, a redução na evasão escolar e a ampliação do ingresso de jovens nas universidades públicas, porém sua implementação foi um fracasso: 2/3 das metas não foram cumpridas.
A razão fundamental disso é que o governo Lula, ao longo de seus dois mandatos, não ampliou significativamente o investimento em educação. O antigo PNE propunha 7% do PIB, e o governo só chegou a menos de 5% de investimento. Era de esperar, portanto, que o governo Dilma propusesse agora um novo PNE que partisse da ampliação significativa de verbas, mas infelizmente, não foi isso o que o governo fez. Está propondo um plano que estabelece, na meta 20, novamente o investimento de 7% pra daqui há 10 anos, em 2020! Ou seja, o governo está propondo pra daqui a 10 anos o mesmo que já foi proposto há 10 atrás! Além disso, o novo PNE aprofunda uma política de transferência de verba pública para instituições privadas, através da isenção de imposto e linhas de crédito, e estabelece metas que visam baratear a longo prazo a educação. Isso só aprofundará o atraso histórico que o Brasil tem na educação.

É hora da juventude brasileira entrar em cena!
 
Por tudo isso, precisamos colocar a boca no trombone e protestar! Devemos nos somar à juventude de todo o mundo, como no mundo árabe e na Espanha, que está protagonizando imensas mobilizações e ir à luta por nossos direitos, começando por garantir o investimento de 10% do PIB já em educação!
Para isso, a ANEL está convocando junto com a CSP Conlutas, o ANDES-SN, o MST, o MTST e diversas entidades uma Marcha Nacional em Brasília, no dia 24 de agosto, como parte da Jornada de Lutas. Lá teremos a oportunidade de construir uma grande ala pelos “10% do PIB já!” e com muita irreverência e criatividade, fazer nossas exigências ao governo Dilma.
Além disso, na Marcha iremos denunciar os escândalos de corrupção envolvendo ministros, que já fizeram cair 3 até agora, e que tem envolvido também a construção da Copa do Mundo de 2014. Precisamos lutar para que a Copa seja do povo, com a valorização do futebol arte e da cultura popular. Há uma série de famílias sendo removidas das suas comunidades e as obras da Copa tem imposto uma condição duríssima de trabalho aos operários, que deve ser contestada por nós.
Vamos também lançar lá em Brasília o Kit anti-homofobia da ANEL, reafirmando nosso compromisso na luta contra toda a forma de preconceito, seja aos LGBTs, às mulheres e aos negros e negras. A ANEL vem protagonizando a luta em defesa da criminalização da homofobia com a aprovação do PL 122, sem emendas. O Congresso da ANEL refletiu com força esse tema, e precisamos agora reivindicar ao governo que aprove o Projeto de Lei e que retome o Kit anti-homofobia como parte formação dos jovens em nosso país.

ANEL: fortalecendo um movimento estudantil livre, internacionalista e democrático!
 
Em julho, a ANEL esteve presente no Chile, que vive um enorme ascenso estudantil, muito radicalizado, mas também muito reprimido pelo governo. No último protesto, mais de 800 foram presos, centenas de feridos e inclusive, 3 estudantes mortos! O governo utilizou do decreto da ditadura de Pinochet para aumentar a repressão. No dia seguinte, houve um grande panelaço de apoio aos estudantes da população e o governo Piñera teve seu pior índice de popularidade: apenas 19%. A reivindicação do movimento estudantil é o fim do pagamento de taxas nas universidades públicas, uma reforma na estrutura educacional e uma ampliação do investimento em educação. Nada mais justo.
Enquanto estávamos no Chile, a UNE realizou seu 52º Congresso. Neste, como já era de se esperar, reforçou seu compromisso com o governo contando com a presença do próprio Lula e do ministro da educação, Fernando Haddad. Sem qualquer independência financeira, o Congresso foi sustentado por empresas e governos. Sem qualquer independência política, votaram um apoio irrestrito ao PNE do governo Dilma. A UNE mostrou, mais uma vez, que está perdida para a luta do movimento estudantil brasileiro.
É preciso, portanto, construir uma alternativa aos estudantes brasileiros. Em seu 1º Congresso, a ANEL saiu muito fortalecida, assim como os estudantes livres que participaram. Foram mais de 1100 delegados, e quase 2 mil de todo o Brasil, discutindo e decidindo os rumos do movimento estudantil brasileiro. Sem dúvida, a ANEL saiu consolidada como entidade representativa do movimento estudantil brasileiro.

Venha para a V Assembléia Nacional da ANEL!
 
Começado o semestre, a ANEL convida todos os estudantes a participarem de sua V Assembléia Nacional, para dar prosseguimento à implementação das resoluções aprovadas em seu Congresso. Será em seguida à grande manifestação em Brasília, no dia 25 de agosto. Convidamos aqueles que já constroem a ANEL, os novos calouros e estudantes que queiram fazer uma primeira experiência com a entidade, e inclusive os companheiros da esquerda da UNE, que devem estar unidos conosco na luta independente do movimento estudantil!
Para participar, basta discutir em sua entidade ou coletivo os debates que serão feitos na Assembléia Nacional, e decidir representantes que serão delegados do curso ou escola. Isso é fundamental para garantir a construção de uma entidade democrática, onde quem decide os seus rumos é a base dos estudantes!

A ANEL chama todo o movimento estudantil brasileiro a vir a Brasília lutar por 10% do PIB pra educação e fortalecer uma entidade livre e democrática na V Assembléia Nacional!

Segue abaixo o funcionamento da Assembléia Nacional da ANEL e como deve ser a eleição dos delegados como indica a Resolução de Concepção de Entidade e Direção aprovada no 1º Congresso da ANEL, no dia 26 de junho de 2011.


Pontos 5 e 6 da Resolução de Concepção de Entidade e Direção

5) A ANEL funciona a partir das Assembléias Nacional e Estaduais. Quem vota nas Assembléias Nacionais são delegados eleitos em entidades de base (DAs e grêmios) que elegem 2, entidades gerais (DCEs e Executivas) que elegem 3 e oposições que elegem 1 delegado. Dessa forma, a ANEL fica vinculada diretamente e sob controle da base que representa.
As Assembléias Estaduais possuem autonomia para definir os critérios de votação (voto presencial ou por delegação), bem como a quantidade de delegados que irão representar as entidades e as oposições.
A Assembléia Nacional deve funcionar pelo menos 1 vez por semestre, e eleger uma Comissão Executiva Nacional que se reúne presencialmente a cada 2 meses, e nos intervalos, virtualmente. As Assembléias Estaduais devem funcionar ao menos 1 vez por semestre e eleger a Comissão Executiva Estadual. As executivas devem funcionar através de Grupos de Trabalho e divisão de tarefas, como comunicação, finanças, combate às opressões, etc.

6) A Assembléia Nacional da ANEL, que se reúne semestralmente e é composta pelos delegados eleitos pelas entidades de base, é o fórum máximo de deliberação da entidade no período entre um congresso e o próximo. Para executar as tarefas definidas pela Assembléia Nacional será eleita uma Comissão Executiva Nacional (CEN) de estudantes. Esta Comissão estará subordinada a Assembléia Nacional, sendo seus membros eleitos por esta e podendo ter seus mandatos revogados pela decisão dos delegados da Assembléia Nacional da ANEL, permitindo um controle das entidades de base e dos estudantes que constroem a ANEL no dia-a-dia sobre a Comissão Executiva Nacional da ANEL.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Beijaço contra a Homofobia em Pernambuco: Mais do que um convite, uma aula de cidadania

Por Thiago Rufino

          Viajando pelas mídias sociais nos dias de hoje, é comum encontrar movimentações sociais dos mais diversos tipos, sendo estas virtuais ou planejamentos de ações presenciais. E foi assim, viajando pelo facebook que tive a felicidade de receber um convite para um Beijaço contra a homofobia a ser realizado aqui em Pernambuco, por iniciativa da ANEL/PE (Assembleia Nacional dos estudantes livres –Pernambuco). Rapidamente entrei em contato com os organizadores do ato e me coloquei a disposição para ajudar no que fosse preciso para que tudo ocorresse com sucesso.
          E foi assim que nesta sexta feira (dia 29 de julho de 2011) eu, dois amigos “intimados” por mim e os membros da ANEL-PE fomos às ruas numa ação de panfletagem para divulgação do Beijaço Contra a Homofobia /Recife.
Percorrendo locais no centro da cidade amplamente frequentados pelo público LGBT, nós abordamos pessoas de diversas faixas etárias, orientações sexuais, cor e credo e nos deparamos com as mais diversas opiniões, levando o debate sério e saldável às esquinas do bairro da Boa Vista. Dentre os locais percorridos destacam-se o Shopping Boa Vista (encontro Fun Fashion), Boate MKB, Boate Metrópole, Posto Select e o Bar/ Boate Nosso jeito.
         Abordar pessoas em seu ambiente social, enquanto conversam despretensiosamente numa roda de amigos nem sempre é uma tarefa fácil, e a recepção é por vezes negativa pois causas sociais importantes certamente não estão entre os assuntos preferidos da maioria das pessoas. Mas não se deixando vencer por pequenas barreiras nosso grupo seguiu em frente abordando os transeuntes e convidando-os a comparecer, neste domingo às 16:00h ao evento que promoverá um Beijaço LGBT na praça do Arsenal da Marinha no Bairro do Recife (Recife Antigo).
          Além de convidar para o evento também esclarecemos as mais diversas dúvidas sobre o PLC122, Kit Anti-Homofobia nas escolas, importância da Parada Gay para o fortalecimento do movimento, além de salientar sempre que possível os tristes dados que apontam o Brasil como o país em que mais se mata homossexuais no mundo, estando a frente até mesmo de países onde que a homossexualidade é crime, sujeito à pena de morte, e ressaltando também que a cada 36 horas um homossexual é morto no Brasil com requintes de crueldade pelo simples fato de ser homossexual (segundo o GGB – Grupo Gay da Bahia).
          Um dos diversos rapazes abordados afirmou ser contra o Kit contra a homofobia nas escolas por acreditar que a precariedade do ensino público no Brasil pede outras medidas mais emergenciais. Firmando-se neste argumento o rapaz considerava “fútil” a implantação do Kit. Porem ele foi rapidamente lembrado que a alguns homossexuais é negado até mesmo esse ensino precário, pela pressão exercida pelo Bullying Homofóbico no ambiente escolar, acarretando o alto índice de evasão escolar desse grupo. Foi lembrado também que a evasão escolar, pela ausência de um programa que eduque e combata a homofobia neste ambiente traz como consequências a marginalização profissional e social por toda a vida. Detalhes sobre o kit também foram apresentados, uma vez que o rapaz assumiu nutrir, como tantos outros, a falsa ideia de que o mesmo poderia influenciar a “disseminação” da homossexualidade, vendo o assunto como algo pouco adequado a ser tratado nas salas de aula.
          Foi também comum nos depararmos com a argumentação de que a criminalização da homofobia é algo desnecessário uma vez que a agressão física por si só já configura um crime, além da clássica crítica à parada do orgulho LGBT como uma festa de promiscuidade.
          Porem, nos sentimos gratificados por conseguir, na grande maioria das vezes, manter um debate sério e respeitoso respaldado em dados que repetidamente derrubaram os muros do preconceito, quase sempre firmados na falta de informação. O sentimento ao fim do dia foi de total satisfação e realização pessoal principalmente depois de receber elogios de pessoas que afirmaram estarem muito felizes de encontrar grupos que lutam por seus ideais indo além das telas de seus computadores, chegando às ruas e atingindo os cidadãos diretamente, se dispondo a levar o debate aos lugares onde ele dificilmente chegaria sozinho. Muitos foram os que confirmaram presença no beijaço, e tantos outros mostraram-se empenhados em não só comparecer como também ajudar para que tais ações continuem ocorrendo.

É importante salientar que a ANEL-PE merece parabéns por seu engajamento e disposição para lutar pela construção de uma sociedade mais igualitária independente da orientação sexual. O grupo de estudantes contou com membros gays ,heteros e bissexuais, todos empenhados em conquistar esta igualdade indo às ruas e mobilizando cada vez mais pessoas em prol da justiça social.

          Porem, isso é só o começo, e o que se espera para o Beijaço contra a Homofobia/PE é sucesso, e que cada vez mais pessoas possam ser mobilizadas para romper as barreiras do preconceito e desinformação, para além das redes sociais e mídias virtuais, que embora sejam nossas aliadas importantes e imprescindíveis podem não estar atingindo o seu público mais importante: o cidadão não engajado e pouco informado.
Thiago Henrique Rufino Gomes
Estudante de Ciências Econômicas - Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
Militante LGBT (Recife/PE)


Leia Mais Em: http://www.eleicoeshoje.com.br/beijaco-contra-homofobia-em-pernambuco/#ixzz1Tt9YFhHs

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dia 24/ago vamos à Brasília lutar contra o PNE do governo e por 10% do PIB pra educação já!


FONTE: anelonline.org


Dia 24/ago vamos à Brasília lutar contra o PNE do governo e por 10% do PIB pra educação já!No dia 21 de julho a ANEL esteve presente em uma reunião em Brasília para organizar a Campanha Nacional por “10% do PIB pra Educação Já!” que contou com a presença de diversas entidades. Estavam lá representados o ANDES-SN, o MST, a CSP-Conlutas, o SINDSPREV, e diversas entidades estudantis como o DCE UFRJ, DCE UFRGS, o Centro Acadêmico de Geografia da USP, a Executiva Nacional de Pedagogia.
Em seu 1º Congresso, a ANEL aprofundou a discussão sobre os rumos que a educação brasileira tem tomado e aprovou que sua Campanha Nacional prioritária para o próximo semestre será contra o Plano Nacional da Educação (PL 8035/10) proposto pelo governo Dilma e em defesa dos 10% do PIB pra educação já.

As Calouradas devem fortalecer a luta contra o novo PNE: o Plano Nacional da Enrolação

Agora em agosto, em diversas universidades do país entram mais uma leva de novos alunos. As calouradas serão um importante momento para dialogar com os novos alunos e convidá-los a lutar junto conosco.
Para aqueles que sofreram com a injustiça do funil do vestibular, não é difícil perceber que a situação da educação brasileira está muito difícil. A maioria que passa pras universidades teve que estudar em colégios particulares ou fazer cursinhos pagos, porque não dá pra depender das escolas públicas, cada vez mais sucateadas e com péssimas condições de trabalho para os professores. A taxa de analfabetismo no Brasil é de quase 10% (bem mais que países como Uruguai, Chile ou Argentina), a evasão escolar chega a 13,2% e hoje apenas 14,4% dos jovens estão nas universidades, sendo destes apenas 4% nas públicas.
Em 2001, o governo propôs um Plano Nacional da Educação, com bonitas metas a serem cumpridas até 2010, que se tornaram palavras vazias quando 2/3 do que propunha não foi cumprido. O motivo? O governo propunha o investimento de 7%, e nem chegou aos 5%! E agora, com o novo PNE, de novo repete a meta dos 7%, quando o próprio ministro da educação diz ser muito difícil chegar a esse índice. No Brasil, há um atraso histórico no trato com a educação, e o governo pretende ampliar esse atraso para 20 anos com o novo PNE; a vida de uma geração inteira!
Sem dúvida, o grande desafio da juventude brasileira ao longo desse semestre vai ser lutar contra a aprovação deste Plano Nacional da Educação do governo Dilma. Ele busca sistematizar e transformar em política de estado os principais projetos educacionais aprovados pelo governo Lula, como o REUNI, o ENEM, o PROUNI, ensino à distância, ENADE, etc. Um verdadeiro PNE deveria defender a garantia de uma educação pública e de qualidade para toda a juventude, desde o ensino básico até o superior. Acabar com analfabetismo, a evasão escolar, expandir as vagas das universidades públicas para a juventude ter acesso, com garantia de assistência estudantil, boas condições de trabalho para professores e funcionários. E pra isso, só com a ampliação imediata do investimento para 10% do PIB pra educação. Essa é a necessidade da juventude brasileira, e é por isso que a ANEL vai lutar.

A Educação não pode mais esperar: PNE do governo Não! 10% do PIB Já!
Todos à Jornada de Lutas e à Marcha em Brasília!

Entre os dias 17 e 26 de agosto está sendo articulada uma grande Jornada de Lutas do movimento sindical, popular e estudantil. Diversas categorias de trabalhadores já estão organizando suas campanhas salariais, os servidores federais e professores da rede estadual e municipal seguem em greve em diversas locais, o movimento sem terra lutando pelo assentamento de famílias e contra a violência e o fechamento das escolas no campo, diversas ocupações sem-teto fortalecendo a luta por moradia: é hora de unificar todos os lutadores. Entre os dias 17 e 19, vão haver diversos protestos em cada estado. No dia 24, uma grande Marcha em Brasília seguida de uma Plenária Nacional pelos 10% do PIB pra Educação Já.
No movimento estudantil, houve importantes lutas no começo do ano, como as diversas mobilizações contra o aumento da passagem e pelo passe-livre nacional. Em seguida, a juventude de todo o mundo entrou em cena, mostrando sua força derrubando ditaduras no mundo árabe e questionando a falsa democracia e os planos de austeridade dos países europeus. Na Espanha, para o próximo domingo se prepara a maior marcha do movimento 15-M. No Chile, os estudantes ocupam universidades, escolas, praças e ruas pela gratuidade da educação pública e em defesa dos recursos naturais, como o cobre, para as áreas sociais. A ANEL esteve sempre colada a cada um desses processos, estando presente no Egito e no Chile e mostrando que a sua luta tem o apoio dos estudantes do Brasil.
Chegou a hora, portanto, de fazer entrar em cena a juventude brasileira. Queremos chamar todos aqueles que buscam construir um movimento estudantil combativo e independente, que luta pela educação pública de qualidade, contra as opressões, em defesa do meio ambiente e da cultura popular, que se encontre com os trabalhadores em Brasília, no dia 24 de agosto. Vamos organizar junto com o ANDES-SN, a CSP-Conlutas e diversas entidades e movimentos sociais uma grande ALA em defesa dos 10% do PIB, pra gritar em alto e bom som em frente ao Planalto Central que se depender da gente, vamos barrar o PNE do governo e lutar em defesa do nosso projeto educacional.

Entre em contato com a Comissão Executiva Estadual do seu estado para fazer parte das listas de ônibus que serão organizadas em todo o país. Qualquer dúvida, mande um email para anelonline@gmail.com. Nos vemos em Brasília!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A ANEL/PE CONVOCA BEIJAÇO CONTRA A HOMOFOBIA E PELA APROVAÇÃO DO PLC 122/06 EM RECIFE

Todos os dias os noticiários nos dão conta de novos crimes bárbaros cometidos contra a comunidade LGBTT. O último caso anunciado em cadeia nacional trata do espancamento de pai e filho que, ao se abraçarem numa manifestação fraternal foram confundidos por homossexuais, tendo o pai perdido, inclusive, parte da orelha. E se fossem homossexuais? 

Chegamos a um patamar tal de intolerância que manifestar amor, carinho, é passível de agressão. Enquanto isso, milhares morrem de fome e de sede, o governo corta bilhões de reais das áreas sociais e não vemos nenhum tipo de manifestação de intolerância frente a isso... É como se amor, carinho, liberdade de manifestação sexual fosse intolerável, mas barbárie, fome, miséria, pode.

Neste triste cenário, o Brasil desponta como grande recordista em assassinatos de Homossexuais, sendo Pernambuco o Estado mais violento. Além disso, estamos extremamente atrasados no que diz respeito aos direitos civis, como casamento entre casais do mesmo sexo, o uso do nome adotado pelas travestins e trans, etc.

Precisamos dar um basta na violência contra LGBTT's e lutar pela garantia de direitos civis, bem como pela adoção de uma política educacional que ponha fim a ideologia heteronormativa, combatendo a homofobia a partir da educação também. Por isso, somos contrários ao veto dado pela presidente Dilma ao Kit Anti-Homofobia.

Convidados todas/todos/todx (Heteros, gays, lésbicas, travestis, bissexuais, trans, etc) a participarem do ato público contra a homofobia e pela aprovação do PLC 122/06 que criminaliza a homofobia. Durante o ato, faremos um grande beijaço!


Participe!!!

Quando?
Dia 31/07 (Domingo)
Onde?
Praça do Arsenal, Recife Antigo
Que horas? 
A partir das 16h


Estaremos nas ruas para mostrar que a juventude não tolera a violência homofóbica!

* Pelo direito ao nome das travestis;
* União civil para casais homossexuais;
* Não ao veto do Kit Anti-Homofobia;
* Pelo fim da homofobia, a luta é todo dia!



OBS.: O ato não é só o beijaço. Você pode participar contribuindo de várias formas, seja fazendo falas, levando cartazes, enfim. Se você é Hetero, não precisa beijar alguém do mesmo sexo, participe da atividade em solidariedade a comunidade LGBTT que sofre diariamente com a homofobia!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

1º Congresso da ANEL: O Novo Pede Passagem.

Declaração da Comissão Executiva Nacional - ANEL

                É com enorme alegria e orgulho que a Comissão Executiva Nacional vem compartilhar uma primeira avaliação do 1º Congresso da ANEL. Realizado entre os dias 23 a 26 de junho em Seropédica, Rio de Janeiro, o Congresso foi um verdadeiro sucesso. Todos os que estiveram presentes saíram de um jeito diferente de como entraram, cheio de histórias pra contar e armados para enfrentar os novos desafios do movimento estudantil brasileiro. Marcando a consolidação da ANEL na realidade nacional e uma presença incontestável nas universidades e escolas do país, construímos com nossas próprias mãos a história e não temos dúvidas de que temos ainda um longo caminho pela frente, que só com muita dedicação e unidade entre os lutadores, irá fortalecer o movimento estudantil democrático, independente, de luta e aliado aos trabalhadores.
               
                Em primeiro lugar, vale ressaltar a representatividade do Congresso. Contou com mais de 1700 presentes e de 1100 delegados, representando milhares de estudantes das principais universidades e escolas do país. Cada um com seu kit-congresso de caderno de resoluções e contribuições, bloco, caneta e caneca da ANEL, a participação ativa de todos foi uma marca fundamental. Persistindo em discussões até tarde da noite, contribuindo em cada Grupo de Discussão com novas propostas, apresentando o acúmulo de sua entidade, ajudando na organização e limpeza do Congresso, participando com muita empolgação nas festas, todos os estudantes livres foram protagonistas do Congresso.
                Logo na Mesa de Abertura, era possível identificar uma característica do Congresso: esteve ao longo de sua construção e em todos os debates de lá, colado a cada processo de luta, no nosso país e em todo o mundo. Um ponto alto na abertura foi a saudação do cabo Daciolo, do corpo dos bombeiros, que dizia que se os estudante eram bombeiros em apoio à sua luta, naquele momento ele que era estudante como nós. A servidora Ivanilda da UFRRJ, em nome do Comando de Greve da Rural, fez sua saudação também; assim como a Marina do ANDES-SN, o Cleber do sindicato da construção civil de Belém do Pará, Mancha da CSP Conlutas, Julio do DCE UFRJ, Clara da CEN, Neto do MST, Guilherme do MTST, Adriano do CA de História da UNESP-Franca. Cantando com força: “Não sou capacho do governo federal, sou estudante livre da Assembléia Nacional” iniciou-se o 1º Congresso da ANEL.
                O primeiro dia de Congresso serviu para aprofundar o debate sobre a conjuntura nacional e os rumos da educação brasileira, esmiuçando nos grupos de discussão nossa compreensão sobre o novo Plano Nacional de Educação do governo Dilma, que sistematiza os principais ataques à educação que promoveu o governo Lula. Combinado com uma excelente exposição à noite da professora Amanda Gurgel, e dos professores Valério Arcary, Otaviano Helene e Nicholas Davies, chegamos a uma compreensão comum da necessidade de combater o PNE e exigir 10% do PIB para a educação já, lutando pelas melhorias em cada universidade e escola.
                A sexta-feira iniciou com uma demonstração de solidariedade internacional da entidade. Clara Saraiva, da CEN, dividiu com todos a experiência que teve no Egito, na viagem que fez representando a ANEL.                Falaram também Adrian, estudante da Espanha que participou dos protestos do 15-M, Nacho estudante da Argentina, Muhib da Palestina, Soraya palestina-brasileira que participou da 3ª Intifada, Sebastian, carteiro da Suiça, além de uma saudação de estudante do Paraguay. Ao fim, o Didi da CSP Conlutas fez uma explanação sobre a importância da solidariedade dos trabalhadores e da juventude brasileira aos processos de luta que estão ocorrendo no mundo árabe e em toda a Europa.
À tarde, nos grupos de discussão, aprofundamos os debates sobre concepção de entidade, o trabalho de base e as finanças da ANEL, pontos fundamentais no seu processo de consolidação. Nesses GDs, ressaltamos a importância do auto-financiamento do Congresso, que só foi possível graças ao suor de cada estudante que vendeu rifas, fez pedágios, campanhas financeiras com muito orgulho de construir uma entidade independente, que se recusa a receber dinheiro de empresas e governos! Nesse sentido, discutimos a importância de que a ANEL avance em sua estruturação financeira, com repasses regulares das entidades e Comissões Executivas Estaduais, além de uma contribuição individual de cada estudante livre que constrói e ANEL.
                Sábado foi o dia dos grupos de discussão de combate às opressões, divididos entre mulheres, negros e negras e LBGT, e dos Painéis Temáticos. Foram 8 temas abordados: meio ambiente, criminalização dos movimentos sociais, violência e legalização das drogas, saúde, transporte, cultura e mídia independente, questão agrária e esportes. Foi um momento muito rico na elaboração do programa da entidade, onde todos puderam contribuir muito e ser parte ativa na construção da ANEL.
                O Congresso teve uma marca muito importante, que esteve presente desde a sua construção até as discussões em Seropédica: um combate cotidiano e intransigente às opressões. A partir de casos ocorridos com alguns moradores do alojamento da universidade rural de machismo e homofobia, os estudantes se organizaram e fizeram atos que deram um verdadeiro exemplo de como deve ser o combate às opressões. E a presença desse tema com força no Congresso instaurou um clima permanente de respeito às diversidades, solidariedade entre os participantes, construção coletiva, que sem dúvida contagiou todos e todas presentes.
                Por fim, no domingo, com a tristeza de estar chegando ao fim e a alegria de ter realizado um grandioso Congresso, os delegados votaram as Resoluções Congressuais. As propostas enviadas por cada GD e Painel Temático foram sistematizadas por uma comissão de entidades eleita no Congresso, e apresentadas a todo o Plenário, onde eram feitos destaques e se votava a posição da maioria dos delegados. Muito à vontade para discordar, criticar, propor novas formulações, cantar palavras de ordem, os estudantes livres foram aos poucos votando e amarrando o Programa da ANEL.
                A principal Campanha Nacional votada pelo Congresso foi da luta contra o novo PNE do governo Dilma e em defesa dos 10% do PIB para a educação já.  Encaminhamos a participação da ANEL na Jornada de Lutas de agosto, que será realizada do dia 17 ao dia 26, com uma Marcha em Brasília no dia 24, articulada com diversas entidades como a CSP Conlutas e o ANDES-SN. Convidamos desde já a esquerda da UNE a construir essa Campanha conosco, porque só com a unidade dos lutadores poderemos barrar esse projeto e conquistar a educação que queremos. Lançamos também um desafio ao Congresso da UNE: já que se diz a favor dos 10% do PIB pra educação, que venha conosco construir um Plebiscito exigindo o investimento do governo federal já. Com um Congresso que vai aplaudir de pé o PNE da Dilma e fechar os olhos pro corte de 3,1 bilhões de reais da educação, achamos difícil que a UNE aceite o desafio...
Votamos, entre outras coisas, uma estrutura de funcionamento, arrecadação financeira e trabalho de base da entidade, que sem dúvida serão fundamentais para fazer a ANEL avançar em sua presença no movimento estudantil, fortalecendo seus princípios. Aprovamos ainda a confecção de um kit anti-homofobia da ANEL, responsáveis na CEN pelo debate das opressões, e referendamos o apoio incondicional que a ANEL dá à juventude que vem se mobilizando em todo o mundo.
Ao canto de “Ser da ANEL, ser lutador, ai que coisa linda! O Congresso acabou...” em homenagem ao grito dos bombeiros, e numa empolgação contagiante, fizemos uma caminhada de encerramento do Congresso e as delegações prepararam as suas voltas.  Saímos, sem a menor sombra de dúvida, muito mais fortalecidos e empolgados para levar adiante a construção da ANEL, ganhando novos estudantes livres, construindo no dia a dia as lutas em cada escola e universidade e fortalecendo esse instrumento de luta, que com certeza ainda vai dar muito o que falar. “Nada Será Como Antes, com a Assembléia Nacional dos Estudantes!”.